Hoje eu escrevo pra você! Pra você que me entende, que me escuta, que me apoia, que está do meu lado! Você que me abraça, que conhece a minha família, que me acolhe, que me enxerga, que caminha do meu lado. Você que me olha e me vê. Me vê de verdade, lá no fundo, na alma. Você que me aguenta, que me suporta, que gosta da minha companhia, que é agradável, sorridente, alegre, feliz. Você que caminha firme, me acompanha, me surpreende, me deixa feliz. Pra você que faz com que eu me sinta seguro, com que eu me sinta em casa, com que eu me sinta confortável. Pra você que sente saudade, que fala do futuro e tem pilares na esperança. Pra você que me faz querer ficar, que me faz sentir saudade, que faz o meu coração bater mais forte! Você que me conhece, que me aceita, que me abraça, que me ensina. Hoje, escrevo pra você, especialmente pra você! Hoje é pra você!
domingo, 20 de janeiro de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
À Voinho, com amor
No começo
do ano, em um momento extremamente delicado, eu escrevi um texto que falava de
saudade. Hoje, graças a Deus, que sempre nos acompanha, e aos seus milagres em
nossas vidas, eu venho falar de esperança. De esperança e de força.
A
situação a qual fomos postos já no começo deste ano não corroborava com a
trajetória de vida de um homem tão forte, tão bom. Eu não conseguia entender
como um homem com um passado aberto, feliz, correto, pudesse estar passando por
algo tão cruel. Era incompreensível pra mim. Inadmissível. Por mais que eu
tentasse, não conseguia entender porque um ser humano amável, de um coração
bom, grande, pudesse estar passando por momentos tão difíceis.
Em uma
das minhas incansáveis tentativas de teorizar as práticas ou de tentar entender
o incompreensível, mesmo com o frenquente sentimento de frustração ou me
conformando com a simples ideia de que eu penso demais e que às vezes as coisas
são assim, elas simplesmente acontecem, eu consegui encontrar uma razão para o
que aconteceu com a nossa família.
De tudo o
que passamos até hoje, de tudo o que eu, particularmente, passei, e apesar de
ter crescido vendo exemplos diários de força, coragem e determinação da minha
mãe, Voinho era o nosso porto seguro. Sempre foi. Minha mãe nunca teve medo de
enfrentar nada na vida, mas ela precisava de apoio. Apoio este que Voinho nunca
negou. Nele nós encontramos a fonte da
força, do incentivo, da coragem e de toda vontade de seguir adiante.
Acho que
a frase que eu mais falei quando qualquer pessoa me perguntava pelo meu avô
era: “Eu nunca imaginei ver Voinho passando por nada disso. Por um sofrimento
tão grande.” Muitas vezes eu falava sem nem mesmo entender porque, mas depois
consegui compreender tudo. Eu falava isso porque ele sempre foi a minha fonte
de força. Sempre foi o meu espelho de coragem. O meu exemplo de determinação.
E em 79
anos de vida, nada tão delicado havia acontecido para por em prova tudo o que ele
representava. E a única explicação que eu encontrei para o que passamos, foi
ele nos dar mais um exemplo. Foi mais um ensinamento que Voinho estava dando a
cada um. Nunca desistir. Sempre ter força. Sempre se superar. Sempre se manter
em pé. Sempre seguir. Foi isso que ficou pra mim depois que essa tempestade
passou.
Lembrando
da fragilidade com que vi o meu avô na UTI e vendo ele hoje andando, comendo,
brincando, eu posso afirmar com todas as letras: Este é o homem mais forte do
mundo.
E ele fez
valer todas as viagens que fizemos de última hora para vê-lo. Saber que ele é
forte e sempre foi muito forte nos dava força também para enfrentarmos tudo o
que tínhamos que enfrentar. Ajudava-nos a suportar a barra. Vê-lo lutando pela
vida e o seu amor por ela, nos fez refletir no valor que damos aos nossos
pequenos e felizes momentos, aos detalhes que sempre nos fazem bem, ao nosso
cotidiano que muitas vezes nos surpreende e nos faz sorrir nos momentos mais
inesperados.
Nos fez
pensar na importância que estamos dando à nossa vida e a cada presença. Fez-nos
ver e perceber o que realmente deve ser valorizado. Quanto custa um abraço?
Quanto custa um sorriso? Quanto custa para um coração bater mais forte de
felicidade? Quanto custa uma piscadela? Quanto custa uma amizade? Tudo o que é
bom e faz a gente se sentir vivo, não custa nada. Não custa absolutamente nada.
Aprendi isso também. Aprendi e vou levar comigo o simples fato de que não
importa para onde eu estou indo, eu posso ir, eu devo ir, mas se algo me faz voltar,
eu estarei de volta. Não importa quão longe eu for, se um abraço valer a pena o
meu retorno, eu estarei de volta.
A
felicidade de chegar aqui nos Barreiros e saber que encontrarei o meu avô bem e
feliz, é indescritível, é compensador, é reconfortante.
Quantas
vezes não perdemos as esperanças? Quantas vezes não pensamos que tudo iria dar
errado? Quantas vezes não choramos por um fim que parecia tão eminente, mas que
por milagre de Deus e amor pela vida não representou nada?
Mas tudo
valeu à pena. Sofremos, mas estamos mais fortes. Mais experientes, mais preparados.
E a nossa luta ainda não terminou. Ainda temos muito para aprender, tanto para
enfrentar. Mas estamos juntos. E lutaremos para continuarmos juntos.
E hoje
estamos aqui para agradecer e festejar. Agradecer a Deus por ter nos ajudado,
por ter nos dado força para seguirmos nos momentos mais difíceis. E
principalmente por ter mandado anjos para nos ajudar, anjos que fizeram com que
tudo desse certo. Anjos que nos acolheram em suas casas, em seus apartamentos.
Anjos que cuidaram de Voinho com mais atenção nos hospitais. Anjos que vieram
nos visitar, dando apoio e palavras reconfortantes. Anjos que rezaram com amor
pela recuperação de alguém tão importante em nossas vidas.
E graças
a tudo isso, graças a cada um de nós e a todos juntos, podemos estar aqui
celebrando. Podemos estar hoje felizes, olhando para cada rosto e vendo
felicidade, olhando para cada lágrima e vendo esperança, olhando para cada
suspiro e vendo um futuro feliz. E mais uma vez eu digo obrigado. Obrigado Deus
por ter nos permitido tanta felicidade, por ter permitido que tivéssemos um
final de ano assim, cheio de amanhã. E obrigado Voinho. Obrigado por ter sido e
por estar sendo forte e continuar conosco. Obrigado, muito obrigado.
*28/12/2012
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