"Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, pois cada
pessoa é única, e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida
passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito; mas não há os que não levam
nada. Há os que deixam muito; mas não há os que não deixam nada. Esta é a maior
responsabilidade de nossa vida e a prova evidente que duas almas não se
encontram por acaso."
Estou há quase
um ano sem escrever no blog e eu me peguei essa semana com a cobrança em
relação à minha dedicação aos meus compromissos. Nesse tempo, não deixei de
escrever. Eu não seria quem sou se tivesse deixado de escrever. Sou dependente
da escrita, dos meus textos, do tempo que me dedico pensando no que escrever,
dos pensamentos que surgem na minha cabeça e que me obrigam a parar para traduzi-los
no papel e da pessoa que me transformo quando estou escrevendo. Sou dependente
de tudo isso para conseguir entender o mundo e me entender.
Mas, confesso
que me ausentei de forma não proposital e sempre com a mesma velha desculpa de:
"não tenho tempo..."
O tempo vai
passando, as responsabilidades aumentando e, se não nos empenharmos para
realizar aquilo que nos faz bem, não seremos tão felizes e completos como tanto
buscamos ser. E o meu blog me aproxima disso. É um registro escrito da minha
evolução enquanto pessoa, homem, estudante e eventual escritor.
Ciente de que
sou o meu maior e mais assíduo leitor, me emociona lembrar as histórias que
vivi e que estão registradas aqui. Quanto amor em cada uma delas. Quanta vida.
E é exatamente isso que eu procuro. Como já ouvi e li em vários lugares, o
valor das coisas está em quanta vida você coloca nela. Estou de volta. Espero
não me ausentar mais por tanto tempo. Que a medicina não mais me roube de mim.